"O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês."
"O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir."
(Artur da Távola)
http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/leg/legpro06.htm
Que lindo!
ResponderExcluirArtur da Távola era dotado de uma sensibilidade fora dos padrões, por isso eu o adorava, e pelo jeito, ele tinha amor não só pela música mas como pelos gatos xD Concordo com o texto... Muito lindo seu blog, adorei, estou seguindo! Bjos pra Menina :)
Obrigada, Miss Katrina!
ResponderExcluirEu achei nesse link:
http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/leg/legpro06.htm
um texto lindo do Artur Távola falando só sobre gatos e me apaixonei, rs.
Quando tiver um tempinho dê uma olhada.
bju